segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Pensamento: Querer e saber, gostar e fazer.

     Este não é um pensamento novo, não o tive agora, nem ontem, tampouco mês passado... Infelizmente, não é algo de anos atrás. O que, na verdade, seria muito conveniente. Minha intenção é transmitir que, este pensamento ou ao menos pensamentos do mesmo gênero deste, tornam-se inevitáveis quando iniciamos a adentrar a fase adulta. Com o amadurecimento como pessoa, você tende a querer ter o seu espaço, ter a sua função, o seu lugar na sociedade. Embora eu tenha enxergado isso particularmente cedo, o caule do pensamento cresceu, de muito, tardio. Pois eu tivesse conhecimento disso antes, teria estudado mais, me dedicado mais, pensado antes de me comprometer com algo que me tirasse o foco que eu nem tinha, mas que passaria a ter. Eu teria decidido por um caminho que me levaria ao que quero hoje, de uma forma focal.
                            
"Eu sempre soube quem sou, mas só agora penso que sei o que quero."



     Não é o caso de ser indeciso, é o de não saber o que é melhor, o que será ou se tornará viável. Mas há pessoas que são mais direcionadas, que apesar de não possuírem a certeza, acreditam e seguem apostando nisso. Se lhes perguntarem: "O que fará da tua vida?" Ela lhe dirá suas pretensões, decididas. Diferente sou eu - sei que não sou o único - , pois a decisão do que quero não é uma constante imutável. Eu quero muitas coisas, eu gosto e sei muito delas. Sei que poderia ser um ou outro nisso, reconhecido naquilo, mas satisfeito, eu seria somente se fizesse o que mais gosto. Tem de ser assim? Tende a ser assim? Acontece que o mundo que vivemos lhe cobrará qualidades e por mais que as tenhas, nem sempre há de querer usá-las para o propósito óbvio - ao propósito que te apontam a seguir; tem de decidir por si mesmo, ou serás insatisfeito. Serás infeliz.

"Não é porque tens conhecimentos e aptidão sobre tal matéria,
que terás de, obrigatoriamente, aprofundar-se nela e praticá-la."